Dúvidas, sugestões, receitas de empadão e simpatias serão bem-vindas.



P.S - este blog NO tem atualizao constante, mesmo porque a gente s escreve quando d vontade. Qualidade melhor que quantidade :)


P.S 2 - os textos deste blog são REGISTRADOS, portanto, se você resolver copiar sem dar créditos, será processado e terá que vender as suas calças para nos indenizar.




calegas

Nome:
Rachel
Nascimento:
07/07/79
Naturalidade:
Rio de Janeiro
Subúrbio de Origem:
Bonsucesso
Período de Moradia Suburbana:
1979 a 1990
Definição de Suburbio:
Banho de Mangueira


Nome:
Cris
Nascimento:
30/01/78
Naturalidade:
Rio de Janeiro
Suburbio de Origem:
Vila da Penha
Período de Moradia Suburbana:
1978 a 1997
Definição de Suburbio:
Cadeiras de praia que só servem pra botar na calçada em frente ao portão de casa pra fazer fofoca com a vizinha do lado.

Nome:
Rafael
Nascimento:
08/03/1980
Naturalidade:
Rio de Janeiro
Suburbio de Origem:
Méier
Período de Moradia Suburbana:
1980 até hoje
Definição de Suburbio:
Pronúncia errada do nome do próprio bairro, casa do vô e da vó, carros rebaixados com pneus e aparelhagens de som que custam mais que o próprio carro, ir e voltar da praia de ônibus, fazendo algazarra.


Nome:
Lia
Nascimento:
21/02/1978
Naturalidade:
Rio de Janeiro
Suburbio de Origem:
Niterói
Período de Moradia Suburbana:
1978 até 2001
Definição de Suburbio: Era Niterói mesmo. Não era São Gonçalo nem Alcântara. Mas bem que esse pessoal de São Gonçalo e Alcântara tem mania de dizer que mora em Niterói. assim como Niteroiense, pra quem é de fora, diz que mora no Rio. Subúrbio é conhecer todo mundo onde você mora, e todo mundo saber da vida de todo mundo, e saber mais coisas sobre você do que você mesmo (sabia que eu fui pro exterior pra ter meu filho em paz? pois é, eu não sabia).


Nome:
Lila
Nascimento:

12/02/1980
Naturalidade:
Rio de Janeiro
Suburbio de Origem:
Méia, Riachuelo, Irajá, Vila Isabel ou seja, suburbana intinerante.
Período de Moradia Suburbana:
1980 até hoje.
Definição de Suburbio:
É porta aberta, as criança tudo correndo, sair pegando doce no dia de São Cosme e São Damião e fazer promessa pra subir a igreja da Penha de joelhos pela graça alcançada.

Nome:
Carla
Nascimento:
08/02/1980
Naturalidade:
Rio de Janeiro
Suburbio de Origem:
Vila da Penha
Período de Moradia Suburbana:
1988 até hoje. Antes disso eu era Baixada Fluminense.
Definição de Suburbio:
Andar de chinelo pelas ruas. Mas não de "Kenner" ou de Havaianas "Fashion". O lance era havaiana das antigas, e sandália "Samoa".

Nome:
Cinha
Nascimento:
24/09/1984
Naturalidade:
Rio de Janeiro
Suburbio de Origem:
Nasci no Leblon, mas morava no Encantado, ou seja, Zona Sul Wannabe desde que nasci. Depois Engenho de Dentro, mas dizia ser Méia, e, por fim (ou não), Inhaúma.
Período de Moradia Suburbana: 1984 até hoje.
Definição de Suburbio: Fazer festa de primo com tema de futebol, no quintal onde mora toda a família, colocar toldo-pára-quedas se chover e lavar o quintal no dia seguinte.

Nome:
Robs
Nacimento:
03/06/80
Naturalidade:
Rio de Janeiro
Subúrbio de origem:
Vaz Lobo
Período de Moradia Surbana:
1980 a 1986
Definição de subúrbio:
Ensaios exaustivos de quadrilha de São João para representar bonito seu bairro em festas juninas pela cidade, pegar doce de Cosme e Damião e assistir às Copas do Mundo com os vizinho tudo no meio da rua.



passado
Setembro 2007
Agosto 2007
Julho 2007
Junho 2007
Maio 2007
Abril 2007
Março 2007
Fevereiro 2007
Janeiro 2007
Dezembro 2006
Novembro 2006
Outubro 2006
Setembro 2006
Agosto 2006
Julho 2006
Junho 2006
Maio 2006
Abril 2006
Março 2006
Fevereiro 2006
Janeiro 2006
Dezembro 2005
Novembro 2005
Outubro 2005
Setembro 2005
Agosto 2005
Julho 2005
Junho 2005
Maio 2005
Abril 2005
Março 2005
Fevereiro 2005
Janeiro 2005
Dezembro 2004
Novembro 2004
Outubro 2004
Setembro 2004
Agosto 2004
Julho 2004
Junho 2004
Maio 2004
Abril 2004
Março 2004
Fevereiro 2004
Janeiro 2004
Dezembro 2003
Novembro 2003
Outubro 2003
Setembro 2003
Agosto 2003
Julho 2003
Junho 2003
Março 2003



links
Promoção Kolene
Praia de Ramos
Supermercados Guanabara
Prezunic
Vila Boys
Gislaine Mirella
Portal da Vila da Penha
Calça da Gang
Horscopo de Pobre


calega do mês
Bruno Martin



Powered by


powered by feiralivre






Domingo, 16 de Setembro de 2007



Apagando a luz (afinal de contas, ninguém aqui é sócio da Light)


Eu tenho que confessar algo. A gente só tá acabando com o suburbia porque a gente ficou tão devastado quando soube que o SandyJunior iriam se separar que a gente resolveu fazer o mesmo.

Brincadeirinha. :)

É dificil escrever O último post. Faltam palavras pra resumir todos os últimos quatro anos que mantivemos esse blog.

Agradeçemos à todos que nos acompanharam por todos estes anos.

Beijo no coração.

Cris França às 1:19 | on





Tchau, tô indo, já fui


Oi!

Faz tanto tempo que não escrevo aqui… já nem moro mais no subúrbio. E troquei de operadora de celular! Se é pra falar de grandes mudanças.. hehe

Mas continuo suburbana, e isso sim é pré-requisito pra participar deste - em breve extinto - blog.

Estava pensando sobre o que escrever neste meu texto de despedida. Tenho dois comentários absolutamente irrelevantes a fazer. Ou melhor, um comentário e uma descoberta que gostaria de dividir. Sim, irrelevantes, mas é o que eu tenho. E são as últimas coisa que trago aqui, portanto vamos nos contentar com isso.

 1 - Morar na Zona Sul é…. sair de casa para ir ao Shopping Rio Sul de short e sandálias Havaianas (note: não tem nada a ver praia!). Sim, porque quem leva duas horas pra chegar em shopping da zona sul tem que sair emperiquitado (adoro dicionário aurélio eletrônico. acabei de aprender a soletrar emperiquitado). Mas quem mora perto vai de qualquer jeito.

2 - Se você ouvir (ou ler) alguém se referindo a uma laje como lajem, não ria, não zoe, não sinta pena ou vergonha. Porque, como ensinou um amigo professor e caléga de Minas Gerais, a forma lajem está correta.

Já com saudades da leitura dos textos dos meus amigos, despeço-me do blog, mas não do subúrbio. Obrigada a todos que acompanhavam nossas aventuras suburbanas, vocês tornavam tudo muito mais divertido. E gratificante também.

Um beijo (e saudações alvinegras)

Joakina às 0:04 | on



Quinta, 23 de Agosto de 2007



É pau,é pedra, é o fim do caminho


Não que eu tenha deixado de andar pelo Méier, perdão, Méia, ou de me espantar com as divertidas agruras perpetradas pela vizinhança. Não que eu tenha me esquecido de olhar para as filas e ouvir, entre um e outro papo, nomes, no mínimo, inusitados.

Ainda acho que a zona sul tem modos contidos e, por vezes, artificiais, e que a cidade ganha calor desse lado de cá do túnel. Calor, por vezes, quase infernal, mas quem precisa de praia com uma mangueira logo ali?

Não que eu tenha desistido dos churrascos, dos amigos da escola, ou que tenha deixado de torcer o nariz para os carros rebaixados. Não que eu tenha deixado de me admirar com a família suburbana em seus carinhos exacerbados, ou que tenha deixado de rir, discretamente, de alguém surpreendido com um carro de mensagens.

Não que eu tenha deixado de acreditar na caleguice como fonte de inspiração. Aliás, esse mesmo estado de espírito, que andava disfarçado de preconceito, aqui e ali, ganhou título e respeito conforme ironizamos nossas próprias derrapadas. Não acredito que o Suburbia tenha durado o tempo que durou à toa: reinserimos, em nossas vidas, as lembranças das quais fugíamos nos papos da zona sul. Superamos a vergonha de preencher o cadastro da loja de grife com endereço da zona norte. Conseguimos, inclusive, relatar as peculiaridades da caleguice em toda a sua exuberância. Creio, com certa petulância talvez, que, mais do que biográficos, fomos antropológicos.

A verdade é que não sei se o Suburbia tinha uma missão, além de ser, carinhosamente, nossa ligação com a maturidade, que ri das dificuldades e das pequenas coisas. As ruas do subúrbio ganharam milícias extorsivas para conter a violência, a ruas tiveram recapeamento e maquiagem de breve duração por causa dos jogos Pan Americanos, a população continua vivendo com dificuldades. Não é um idílio viver aqui, mas se era essa a sua importância, ganhar o respeito e a admiração dos que conseguem enxergar a autenticidade do suburbano com o olhar da aceitação, fomos bem sucedidos.

Obrigado, muito obrigado, mesmo, pela atenção. Cada um de nós deu o seu recado. Cabe agora decidir: onde será o churrasco de despedida?

Por fim, despeço-me do modo mais deliciosamente suburbano: desculpem qualquer coisa. Um beijo no coração de todos que vieram até aqui. Tudo de bom pra vocês.

Rafael Vaz às 12:32 | 11 Calégas!



Sábado, 18 de Agosto de 2007



Beijomeliga


Se tem uma coisa que você não deixa de ser é suburbano. Pode melhorar de vida e ir morar na Zona Sul ou na Barra, comprar um carrão, usar roupa de grife que não adianta. Lá em algum lugar da sua pessoa você continuará suba.

Eu estou tranqüila com esta verdade inquestionável e sei que nunca vou deixar de chamar varal de corda, jardim de quintal e coisas com defeito de escangalhadas. Tenho certeza que quando eu tiver filho vou chamar a festa de aniversário em casa de só um bolinho. E vou continuar colocando os presentes abertos em cima da cama, pra todo mundo ver.

Por isso não fico triste com o fim das atividades do Suburbia Tales. O subúrbio vai continuar lá e aqui, parte integrante de mim. De todos nós.

Pensem em nós como o vizinho caléga que se mudou pra Barra e que faz churrasco e pendura roupa pra secar na varanda. E não tenham dúvida de que estaremos fazendo caleguices por aí.

Valeu calegada.

Rach às 10:42 | 5 Calégas!



Quinta, 16 de Agosto de 2007



É hora de dizer tchau.


Queridos leitores do Suburbia Tales,

Como é de conhecimento de todos, este blog há muito tempo não apresenta atualizações constantes e posso até dizer que a qualidade dos posts despencou. Numa vã tentativa de espantar a poeira deste espaço uma vez ou outra, acabamos por postar qualquer coisa, só pra dizer “ei, ainda estamos aqui”. Porém, chegamos a conclusão que não queremos virar o elenco de Zorra Total, e continuar fazendo as mesmas piadas, na mesma praça, no mesmo banco, com as mesmas flores e o mesmo jardim.

Sendo assim, encerraremos nossas atividades no dia 16 de Setembro, quando este endereço sairá do ar. Deixaremos disponibilizados os arquivos no nosso antigo endereço (http://suburbiatales.blogspot.com) para quem quiser ler ou reler tudo que já escrevemos.

Os caléga tudo prometeram posts de despedida. Então, vamos ver se dessa vez as criança tudo posta pelo menos pra dizer tchau.

Um beijo no coração de todos.

Cris França às 22:32 | 12 Calégas!



Terça, 31 de Julho de 2007



A decadência do futebol brasileiro


Estava eu hoje no consultório da minha médica, e enquanto esperava a minha vez fiquei conversando com a recepcionista que está gravida:

- E aí, é pra quando?
- É pra final de setembro.
- Ah, bacana. Já sabe o sexo?
- É menino.
- Legal, já escolheu o nome?
- Riquelme, aquele jogador argentino, sabe?

Olhando pelo lado positivo, melhor o moleque se chamar Riquelme que Obina, né?

Cris França às 1:09 | 5 Calégas!



Sexta, 01 de Junho de 2007



Olha o cecê


Diálogo dentro do “vagão das mulheres” hoje no metrô:

- Mas minina, fulana tá com um cecê desgraçado, já falei pra ela passar limão debaixo do braço. Passa o limão, enfrega bem,  fica uns vinte minutos e depois toma banho. Rapidinho o cecê acaba.

- É verdade, limão funciona mesmo! Mas será que ela não pegou cecê usando a camisa de outra menina?

Segundo a caléga, cecê é vírus. A Prefeitura deveria começar a fazer campanhas de prevenção contra a cecília. Acho digno.

Cris França às 21:01 | 30 Calégas!



Sexta, 04 de Maio de 2007



Peraê, Peixe.


O Romário quer 1000 gols, nós queremos mil chopps. Participe. Comente. Faça parte.

Spammer, mas limpinha e de boa família.

Lilaise às 10:40 | 4 Calégas!



Sábado, 21 de Abril de 2007



Caléga do Mês


Eu esperei pelo carnaval, mas não teve nenhum bafão importante. Depois, fiquei só enrolando mesmo pra postar um não tão antigo conhecido e descoberta da casa mesmo: André Amorim.

Pra começar, ele assina as mensagem dele dando a localização completa, assim ó:
Abração de:
André Luis Alves de Amorim
Penha Circular
Rio-RJ

Não dá pra ser feliz, não é mesmo? Mas não é só isso, além de atestar toda sua caléguisse dessa maneira, ele ainda faz uns vídeos lendo notícias d’O Dia e posta no You Tube, como se fosse um jornal sério. Te cuida, William Bonner!

Só isso já mostra que o moço merece o troféu, mas não pára. Recentemente abandonado por sua namorada, ele manda o seguinte e-mail para todos seus amiguinhos de orkutê:

Olá, gata

Que tal vc ser minha namorada?

Eu sou carinhoso, atencioso, gosto de fazer amizades, de fazer amor… e que more no Rio de Janeiro.

Se vc se encaixa neste perfil, responda no meu scrap, gata, fazendo uma declaração de amor p mim.

Vc não sabe o quanto estou carente de mulher.

Bjos de língua de:
André Luis Alves de Amorim
Penha Circular
Rio-RJ

O quê? Alguém achou mesmo que eu não tinha ele devidamente adicionado à minha lista de amigos? Ah, seus inocentes juvenis…

Enfim, o troféu é todinho dele. Pode passar na sede recreativa e buscar o Caléga do Mês. É teu, André da Penha Circular, gostaria de oferecer a próxima música a alguém?

 

P.S. rapidinho: O André Amorim foi descoberta da caléga Cris. Inclusive, graças à ela, ele chegou até a comunidade BPC, da qual sou orgulhosa membra faz algum tempo.

Lilaise às 23:07 | 5 Calégas!



Quarta, 28 de Março de 2007



Calegágem Aérea


Estavamos nós, voltando de São Paulo, já cansados pra caraleo de tanto esperar o nosso vôo que pra variar tinha atrasado (isso é bem feito pra gente que é pábre e fica querendo dar uma de fino e ir de avião pagando o mesmo preço do ônibus), quando, a comissária de bordo, após terminar de distribuir max goiabinhas e sucos de manga, começou a fazer propaganda na Lacta no alto falante e disse que iria sortear três ovos de páscoa para os passageiros daquele vôo.

Me senti num bingo e quase gritei LINHAAAAAAAAAAA.

Aí a mulé sorteava e o outro comissário ia lá com o ovo da Barbie pra entregar pro sorteado. Uma coisa assim, bingo de excursão da Tia Lili pra Poços de Caldas.

Realmente falta muito pouco pra ter um caléga camelô pendurando o cabide no bagageiro do avião e começar com o “Primeiramente uma boa noite para todos, desculpe mais uma vez interromper o silêncio de sua viagem, mas trago aqui…”

Cris França às 20:28 | 17 Calégas!



Quarta, 28 de Fevereiro de 2007



Pela volta dos shortinhos, um manifesto mulherzinha.


Photobucket - Video and Image Hosting

Foto de Henrique Fanti, totalmente surrupiada do Impedimento

O futebol é uma coisa masculina, sempre foi. Não adianta, você, mocinha, ter paixão. Não adianta entender mais que vários. Não adianta que você xingue mais do que os elementos mais mal-encarados da torcida mais violenta. E nem adianta fazer parte da tal torcida. Diferente deles, a gente não sabe quem fez o 14° gol (que, aliás, foi anulado*) na Copa de 50. Não sabemos a escalação do time campeão do primeiro campeonato * insira aqui o adjetivo correspondente à sua naturalidade *. A gente não tem memória pra essas coisas. A gente, mulher, consegue identificar 8 nuances de uma mesma cor, mas saber se quem fez o gol decisivo foi o camisa 9 ou o 11 é coisa de menino.

Nós nunca saberemos como é ganhar a primeira bola e correr pra comemorar com os meninos da rua; o que é ser sempre mandando pro gol; ou provocar o amiguinho que perdeu. Eles nunca saberão como é emocionante o primeiro beijo e como a gente se lembra dele, e de todos os segundos que antecederam e de tudo que a gente sentiu. Nós somos café-com-leite quando o assunto é futebol. Não por falta de quaisquer conhecimentos ou ausência de paixão, é porque a gente menina. Ou você vai dizer que ouve atentamente quando um moço (que não é o seu hair-stylist ou o gay amigo) fala sobre cabelo, maquiagem e roupa? Não, isso é assunto feminino. Assim como o ambiente boteco-discussão de futebol não te pertence, amiguinha. E nem a mim.

O importante é que a gente se mete lá e vai colocar dedo na cara e derrubar a cerveja. Estamos aí, lutando pra, pelo menos, sermos ouvidas em conversas que começam com “você viu o jogo ontem?”. Talvez, isso nunca aconteça, mas não desistamos, meninas! Jamais.

O senso comum diz que antigamente era melhor. Os especialistas confirmam. E é aqui que a gente entra de sola, mulherada. Antigamente o futebol era mais bonito e os shorts menores. Sim, existem mulheres que não ligam pra isso, mas existem aquelas que ligam e as que adorariam um estímulo para perder horas de seu fim de semana num estádio ou em frente à TV. Pensa só, querida, além de ver os gols da rodada, você pode dar aquela manjada inocente num par de coxas aqui, num bumbum ali e unir o útil ao agradável. Porque Ronaldinho, o Gaúcho, é mais feio do que bater na mãe em véspera de Natal, mas que pernas! E é injusto ficar esperando um carrinho ou um tombo pra espiar músculos nos quais esse moços investiram tanto tempo e trabalho, não é mesmo?

Poderia-se aqui, até mesmo, relacionar a perda de qualidade do futebol com o aumento progressivo dos shorts. Até que se chegou nessa chateação atual com bermudas disformes e que só deixam joelhos à mostra. Oras, e quem quer ver JOELHO? Faça-me o favor, FIFA. Enfim, fato é que nós queremos voltar à época de ouro do futebol, nem que seja só fashionisticamente. Porque a mudança no futebol mundial precisa começar por algum lugar.

*Observação meramente ilustrativa.

Lilaise às 17:18 | 23 Calégas!



Terça, 13 de Fevereiro de 2007



Na tela da TV, no meio deeeeeeeeesse poooovo!


Alô, você! Caléga que está ainda na quarta-feira pré-carnaval e já não consegue se concentrar no silviço, já todo ansioso pensando no momento da Mangueira entrar! Você que já pegou do vizinho todos os folhetos de supermercados disponíveis, que ficam pendurados pro lado de fora da caixinha de correio, pra checar em qual deles a cerveja está mais barata (e claro, você não pensa no gasto de gasolina ou de passagi pra ir a um mercado mais distante, tudo isso só pra comprar a Skol por R$0,98 e não por R$1,02)!

 

Ora, mas veja você… Esse ano eu não estou empolgada para o carnaval. E eu tenho certeza que a causa disso é aquela maldita espuma que tacamproaltoefodase, sujando o cabelo alheio, a roupa alheia, a cara alheia e também os meus óculos. E além disso, ainda tem o congestionamento da Ponte Rio-Niterói, que eu vejo na televisão e dá crise de claustrofobia, ainda mais pensando que aquelas pessoas dentro de algumas (ou muitas) horas estarão entafulhadas no meio de uma multidão no trio elétrico de Iguaba, Araruama ou Saquarema.

 

E eu sei bem que tem muitos calégas que estão na mesma situação que eu, mas não agüentam ficar em casa vendo a Globeleza e o Ivo Meirelles, na tela da tv, no meio desse povo. Então, como o  Suburbia Tales é (f)Utilidade Pública, ele traz o silviço completo de Brocos de Carnaval do Subúrbio. Essa lista brotou na minha caixa de e-mails, coincidentemente tendo como primeiro remetente o caléga Luiz, nosso leitor. Ou seja, o Suburbia Tales S/A não vai estornar o dinheiro da passagi de quem se despencar pra algum broco listado  e não encontrar nenhuma manifestação de alegria carnavalesca por alarme falso.

Angustiados da Penha: Frequentada, prioritariamente por funcionários públicos municipais. Concentração na sexta-feira em frente à delegacia policial do bairro.

Magoados da Taquara: Desfila no sábado de Carnaval e é composto por maridos traídos, funcionários de salões de beleza, motoristas de Kombi  e cafetões. Não é aconselhável levar crianças.

Aventureiros da Pavuna: Frequentado por alunos da Oficina de Atores da Globo, assim como artistas de circo e lésbicas de origem indígena o bloco costuma arrastar multidões. Sai na segunda feira de Carnaval.

Humilhados de Vila Kosmos: Com concentração em frente à Escola Municipal Ângela Bismark, o bloco é conhecido pelas eventuais aparições de velhos ícones do Carnaval, como Lady Francisco, Rogéria, a cantora Rosimere, além de Virgínia Lane e Rosinha Garotinho.  

Entusiasmados de Rocha Miranda: O bloco sai no domingo de Carnaval. A concentração é em frente ao tradicional Cine Guaracy. Este ano o bloco prestará uma homenagem de particular deferência à cantora Gretchen.

Flatulentos de Honório Gurgel: com farta distribuição de sanduíches de repolho, batata-doce, couve à mineira e biscoito Goiabinha a polêmica agremiação promete inflamar as ruas de Honório e Costa Barros na terça-feira de Carnaval. Padrinho do Bloco há mais de 20 anos o ator Fúlvio Stefanini já garantiu presença.   

Bloco do Meu Kantinho - Dias 18/02 (Domingo) e 20/02 (Terça-feira). É o bloco do centro cultural/escola de música para crianças com o mesmo nome. Sai cantando marchinhas carnavalescas pelas ruas da Penha Circular. Cores: vermelho, amarelo e branco. Concentração: meio-dia, na sede do Meu Kantinho - Rua Indígena, 62 - Penha Circular - Tel-3888-4743.
Bloco Suburbanistas - Dia 18/02 (Domingo)
Concentração: Rua Lima de Sucupira, 176, a partir das 15h, Irajá

Elas & Elas - Dia 11/02 (Domingo)
Pelas ruas de Jacarepaguá, saindo da rua Uruçanga, na Freguesia, e indo em direção ao Largo do Anil. O bloco sai ao meio-dia e a festa vai até umas 16h.

Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Fuzuê - Dia 10/02 (Sábado)
A partir das 16h30m. Concentração na rua Chapadinha,nº 1, a partir das 15h em Del Castilho.

Nem Muda nem Sai de Cima - Dia 03/02 (Sábado)
Concentração no bar da Dona Maria, na Rua Garibaldi, a partir das 17h. Vila Isabel.

Turma do Gato - 17/02 (Sábado)
Tradicional bloco de Pilares. Concentração: Rua Djalma Dutra, 16h

Tramela - Dia 20/02 (Terça-feira)
Desfila pelas ruas da Abolição. Concentração: Rua João Pinheiro
esquina com Rua Teresa Cavalcanti, a partir das 16h.

Zumbi de Pilares - Todos os dias de carnaval. Anima o carnaval de rua de Pilares, juntamente com o Pagodão do Beco, a partir das 19h, no Largo de Pilares.

Cinha às 22:05 | 16 Calégas!



Quinta, 08 de Fevereiro de 2007



Toalhinha de mão - não saia de casa sem ela!


Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, a toalha é algo indispensável a vida de um ser. No nosso querido subúrbio, a teoria se comprova. As toalhinhas de mão são ítens indispensáveis na bolsa da caléga. Pode ser a da mais simples, a bordada com rendinha e fitinha na ponta ou a bordada personalizada com JESUS TE AMA, cada um tem o seu estilo, e a toalhinha multi-uso é sucesso nos coletivos da cidade. Serve pra secar o suor do rosto, pra secar o banco do ônibus depois que nego voltou da praia ensopado e entrou no ônibus e sentou assim mesmo, serve também pra secar o banco do metrô que ficou alagado com a goteira do ar condicionado no teto. Serve também pra sentar nos degraus do ônibus quando ele está muito lotado e descansar as pernas se faz necessário.

E essas são apenas algumas das mil e uma utilidades da toalhinha. Ela ainda serve pra enrolar a marmita, pra botar no colo enquanto tira as cuticula tudo, etc. E até que ela serve pra secar a mão, mas isso é uma utilização rara. :P

Cris França às 14:15 | 16 Calégas!



Quarta, 24 de Janeiro de 2007



Caléga do Mês.


Fani do Big Borther.

Não só ela nasceu na Tijuca e mora em Nova iguaçu, como ela tem um grito de guerra:urrú, Nova Iguaçú!. E todos nós sabemos o quão caléga é grito de guerra. Mas ainda não acabou! Quando teve o show do Simple Plan na casa, ela fez o vocalista grita isso. E ainda conta em seu blog que foi pedir emprego ao prefeito de sua cidade porque está cursando Marketing Internacional.

Nada mais caléga. Olha, Fani, você tem a minha torcida, mas se isso não te mantiver no BBB, pode passar aqui na sede recreativa que a gente faz um surrasco na laje pra comemorar. Não será feito as festas do programa, mas a galhofa é garantida, assim como o seu prêmio.

Pideite: Foi só eu fazer o post na quarta que ela ganhou a liderança na quinta. Urrú, Nova Iguaçu! E se ela for pra algum paredão, vocês votem pra ela ficar hein. Precisamos de representação caléga de verdade, nada daqueles pobrinhos.

Lilaise às 22:50 | 16 Calégas!



Domingo, 14 de Janeiro de 2007



Serviço de Atendimento ao Caléga


Prezadas Calégas,

Sou um dos seus leitores nem tanto fiéis mas que sempre posso dou uma olhada no site, dando naturalmente boas risadas.
Gostaria apenas de fazer uma sugestão, caso permitido naturalmente.
Longe desse papo de politicamente correto ou coisa que o valha, não achei muito legal aquele quadro onde podemos resgatar as colunas antigas ter como título PASSADO NEGRO. Sei que isso pode ser um vício de linguagem muito longe de qualquer conotação preconceituosa, mas que indiretamente reforça os conceitos racistas. Dito assim porque não colocamos passado vermelho, pasado branco ou passado rosa (poderia desagradar o público gls).
Caso seja um comentário descabido,peço desculpas e saio de fininho!
Continuo seu leitor e espero uma coluna sobre aquela decoração do Banco de Ipanema que tem a até neve artificial. Saudações suburbanas de São Cristóvão,

Carlos Dário.

Prezado caléga Carlos Dário,

De acordo com o dicionário de português da Priberam a palavra negro tem várias definições, porém, gostaria de ressaltar as seguintes:

Fis.; diz-se do corpo que absorve completamente qualquer tipo de radiação que nele incida;

fig., lúgubre; sinistro, fúnebre; triste; execrável; nefando; odioso; maldito; desprezível, indigno; amargurado; trabalhoso, penoso;

Não é que a gente se sinta envergonhada de nada, mas vamos combinar que ser suburbano é trabalhoso, tem muita gente amargurada e uma galera SINISTRA. Mas esse não é o ponto. O ponto é que a gente não está reforçando nenhum tipo de preconceito. A bem da verdade, isso está unicamente na cabeça malvada de quem quer ler o que bem interessa. Não que esse seja o seu caso, mas, veja bem, é uma tremenda bobagem entrar nesse papo de racismo. Ainda mais num blógue feito esse.

Se ao invés de Passado Negro estivesse escrito “Passado ausente de luz” você se sentiria melhor? Bom, eu não. E muitas outras pessoas também não. Aquilo ali quer dizer, tão-somente que a gente encontrou a luz dentro da nossa suburbanice, aceitou esse fato e abraçou a caléga que vive dentro de cada um de nós. Como já diria a música antiga: cada um sabe a dor e as delícias de ser o que é. A gente está feliz com isso. E, sinceramente, eu acredito que uma palavra não faça a menor diferença, daí a nossa recusa em mudar.

Porque se é pra ser politicamente correta, eu vou começar a lutar pelo dia da consciência índia, da consciência amarela, da consciência branca e da consciência rosa de bolinhas roxas. Vê? No fundo, é só uma palavra e não tem o menor motivo pra se criar qualquer confusão ao redor dela. Eu acho que vou sugerir a Cris que mude de passado negro para caneca de porquinho, porque já que muita gente reclama disso, de repente, com a expressão Caneca de Porquinho, ninguém venha mais reclamar de nada. Não vai fazer o menor sentido, mas a gente se poupa de toda a pertubação. Paz de espírito e saúde mental, bicho.

Lilaise às 15:59 | 25 Calégas!



Sexta, 12 de Janeiro de 2007



O passatempo da sua viagem


Então agora que tem notícia de pastores escondendo dólar em bíblia pra fugir do fisco e mais uma vez a questão de Igrejas com fins lucrativos voltou à pauta (e não vamos comentar sobre isso porque não tô afim de me estressar com religião), porém acho válido divulgar este link que cataloga nomes de igrejas e centros de macumba bem bizarros. Pra quem tá de bobeira no trabalho, não há passatempo melhor.

Cris França às 10:52 | 6 Calégas!



Terça, 09 de Janeiro de 2007



Cicarelli, vai tomar…


Para engrossar o coro:

E para melhorar, o juiz que assinou a ordem de bloqueio é caléga.

Rach às 9:41 | 11 Calégas!



Sexta, 05 de Janeiro de 2007



Velhos hábitos que permanecem na vida dos caléga tudo


Quando eu era criança pequena do suburbio, aprendi  com minha mãe que se eu passasse à ferro a folha de papel almaço do trabalho que eu teria que entregar no culéjo, ele pareceria menos amarrotado  -  já  que eu sempre fazia o favor de amassar as folhas sempre. Achei que essa prática não era mais utilizada no nosso mundo muderno, porém, hoje eu me deparo com isso.

Cris França às 15:58 | 9 Calégas!



Quinta, 28 de Dezembro de 2006



Caléga do Mês


O marido da Suzana Vieira, JEMT. Não dá, o cara devia ALCOOL no posto de gasolina em SULACAP. Depois foi preso num motel onde a suíte mais cara custa 89 dinheiros*. OITENTA E NOVE. E tava com um “moça jovem não identificada” que contou ser puta paga numa buátchi na Cidade.

É tanta caléguice junta que dá meda. E, cá entre nós, precisava mesmo dar bafão enquanto estava “no delito”. Não, né. Mas ele foi lá e mostrou: quebrou espelho, mordeu (e, dizem, bateu na) a moça e outros hóspedes reclamaram. Se fodeu, amico, perdeu a mamata do dinheiro, porque Suzana, que não é boba nem nada, casou no esquema, o que é meu é meu, o que é teu é teu.

É, caléga, pelo menos, você tem esse prêmio aqui, né?

*Cada lugar dá um preço pressa suite. E também uma localização diferente. Fiquei com o que me absurdou mais.

Update. Não pára, gente. NÃO PÁRA.

Lilaise às 10:12 | 15 Calégas!



Quarta, 13 de Dezembro de 2006



Natal, tempo de…


Árvore de natal da Lagoa. E eu digo um não bem grande pra ela.

Porque acontece o seguinte: eu sou cálega, garota suburbana zona norte sangue-bom, mas a maioria absoluta dos programas que eu faço é na Zona Sul. Nenhum preconceito, é apenas que - ainda mais nessa época de verão - é mais fresco e mais divertido andar pela praia, até o Lebrão. E não dá. Porque chegar à Zona Sul ou se movimentar por ela é o inferno.
Acontece assim, você coloca o shortinho, o topper, os óculos escuros e vai, toda gatinha, pagar de fina na orla. Mas graças a todos os cálegas que vão fazer farofada na Lagoa esperando a Torre Negra se acender, é só trânsito. Maioria absoluta fugindo do congestionamento gerado pelo excesso de carros na Lagoa ou gente indo pra lá por “caminhos alternativos”. Alou, em dia normal, sem nenhum equivocado andando mais devagar, os engarrafamentos já são MONSTROS, imagina com um bando de desocupado admirando a cafonice? Não rola.

Algum engraçadinho vai dizer “ué, pega o metrô, caléga” e eu respondo logo: ele só vai até Copacafona, né? E se eu quiser ir até a Gávea ou o Lebrão? Tou perdida, porque é só carro procurando a árvore ou fugindo dela. E num sábado à noite, um trajeto que levaria uns 20 minutos (Siqueira Campos - Gal Osório) se transforma em 40, 60 minutos. Isso, porque nem se passa perto da Lagoa. Quer dizer, só aperreio.

Além de ser um ENORME atraso de vida, a porra da Árvore da Lagoa consegue ficar mais e mais brega a cada ano que passa. Não, gente, não é bonita. Alilás, ela é tão bonita quando usar pochete. E tem urrú inovações a cada ano, né? Eu ainda lembro da palhaçada da “sensação de neve”. Mermão, dezembro, puta calor do caraleo e “SENSAÇÃO  DE NEVE”? Pro inferno, né? Ano passado teve a babaquice da “dança das águas”, que basicamente era um chafariz engraçadinho na base da torre negra. Agora raciona comigo, caléga: a desgraça fica NO MEIO DA LAGOA, como assim alguém vai ver alguma gracinha NO PÉ DA PARADA À NOITE? E tem os canhões de luz. Gente, você vê aquele holofote de praticamente qualquer lugar da cidade. Isso é o que mais me deprime. Porque eu faço um esforço fenomenal pra ignorar aquilo tudo e aquela luz zanzando de um lado pro outro não me deixa esquecer. Voltando ao assunto urrú inovações, esse ano tem umas coisas que imitam bolas de árvores de natal, e elas variam entre um vermelho-papai-noel e PAISAGENS DA CIDADE. Gente, é a coisa mais cafona desde a argentina-esfarrapada (depois eu conto isso).

E como se não bastasse tudo isso, aquilo ainda é horroroso durante o dia. Mas, ainda assim, a calegada toooooda enche a brasilia de bebidinhas, acepipes, familiares e se despenca até a zona sú pra contemplar aquele crime contra tudo que há de bonito nesse mundo. Tá que Natal é cafona em si, mas limites, minha gente. Um pouco de noção não machuca. E eu nem vou começar a falar sobre a decoração de um certo banco na Praça Nossa Senhora da Paz…

Lilaise às 9:07 | 33 Calégas!